Percurso Artístico - Abrantes que já cá não moura

Francisco Goulão
Nasceu em Lisboa em 1986, cresceu em Abrantes onde participou em alguns espetáculos do grupo de teatro Palha de Abrantes, estreando-se com o espetáculo Sapateira Prodigiosa de Frederico Garcia Lorca. Em 2004 foi estudar para Lisboa, passou pelo grupo universitário 2º a circular da Escola Superior de Comunicação Social, onde trabalhou com Joana Craveiro. No ano seguinte é admitido no curso de Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema. Em 2009 estuda com Augusto Fernandes em Buenos Aires, Argentina e em 2010 estreia-se profissionalmente num espetáculo de Miguel Loureiro e André Guedes, Como Rebolar alegremente sobre um vazio exterior, no âmbito do festival Alkantara. Entre 2010 e 2013 vive em Madrid onde participou em séries de TV como: Águia Vermelha e O Tempo entre Costuras. Regressa depois a Lisboa, funda um coletivo de atores com Miguel Loureiro e outros, a 3/quartos.


Sobre o percurso
Aqui onde o fim começa e o principio acaba, a 21 léguas a nordeste da capital, em um lugar eminente, que se estende entre o norte montanhoso e a planície a sul, às margens de uma lezíria que tão bem caracteriza o Ribatejo, ergue-se este castelo. O castelo mais central do país que em tempos foi perfeito para quem queria defender-se dos seus inimigos, ou para controlar a sua população, até perfeito como lugar de culto. Um castelo erigido por nenhuma casualidade, situa-se num morro constituído por um grande afloramento de xisto, uma rocha que além de ser facilmente trabalhável, conta com uma boa condutibilidade térmica, o que faz com que o calor seja absorvido durante o dia e largado durante a noite. Mas hoje, existindo outras formas de absorver energia, umas mais malignas que outras, reserva-nos este lugar para contemplarmos a paisagem e para perscrutarmos as memórias dos nossos antepassados. É por isso ideal para edificarmos o nosso repositório arqueológico, um repositório que se estende numa linha intemporal em que o futuro longínquo se aproxima a passos largos de um passado tão esquecido que ressoa quimérico. São lugares como este onde pairam os mitos que precedem as lendas que por sua vez precedem as histórias que conhecemos e que nos são transmitidas desde os tempos primordiais. Histórias essas que se misturam com as memórias da gente que aqui está, esteve e há de vir. Este percurso é um espetáculo itinerante, não se trata de uma visita guiada, o que faz com que nem todos os factos aqui relatados sejam factuais. Espero que tenham um agradável percurso, boa viagem.

Data
2019-06-01 18:00
Local
Castelo / Fortaleza - Abrantes
 
 

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