Caracterização Empresarial

Dimensão do Grau de Abertura da Economia Local

O volume de negócios gerado pelo universo de empresas sedeadas no concelho de Abrantes ascendeu em 2010 a um montante próximo dos 950 milhões de euros, valor que representa 14% do output reportado para o conjunto do Médio Tejo. Este contributo apresenta-se mais expressivo ao nível da capacidade de geração de valor, uma vez que o valor acrescentado bruto (VAB) produzido por estas empresas contribuiu em cerca de 1/5 para o VAB do Médio Tejo; em contrapartida, esse contributo é menor no caso da respetiva capacidade empregadora (13%), a qual se cifrou em 8.654 postos de trabalho.

Do ponto de vista do grau de abertura da economia, Abrantes destaca-se positivamente e de forma muito clara pela forte interação estabelecida com os mercados internacionais. Tratando-se de uma interação forte em ambos os sentidos, é de particular relevância assinalar o facto do saldo comercial do concelho se apresentar positivo desde há alguns a esta parte.

O elevado nível de exposição e articulação com mercados externos apontado associa-se diretamente às características da base económica local, com forte presença de atividades ligadas à produção de bens transacionáveis de natureza industrial e, em particular, de alguns players integrados em empresas multinacionais, com destaque para a Mitsubishi, e/ou fortemente internacionalizados.

 
Estrutura do Tecido Empresarial

O tecido empresarial sedeado no concelho de Abrantes era constituído em 2010 por um total de 3.082 empresas, das quais 931 (i.e. 30%) correspondiam a sociedades e as restantes 2.151 (i.e. 70%) a empresas em nome individual. Esta repartição por modelo de estrutura societária (individual vs coletivo) é similar à que caracteriza atualmente a realidade empresarial do Médio Tejo e do conjunto do país.

Esta estrutura altera-se de forma muito substancial quando aferida pela ótica do emprego gerado. Neste caso, as atividades terciárias do comércio e dos serviços destacam-se pelo facto de responderem por 58% dos postos de trabalho disponibilizados em 2010 pelas empresas sedeadas no concelho, aproximando-se do seu peso em termos de número de empresas (quase 4/5 do total) mas, ainda assim, abaixo da sua expressão no Médio Tejo e, sobretudo, no conjunto do país (63% e 69%). Em termos evolutivos, por seu turno, há a registar a dinâmica de crescimento evidenciada pelos serviços, os quais se assumiram entre 2000 e 2010 como o principal setor com saldo positivo na criação de emprego e de novas iniciativas empresariais. Como resultado desta dinâmica, o peso relativo dos serviços passou de 20% para 37% em termos de emprego e de 26% para 52% em termos de empresas; em contrapartida, o comércio e o setor da construção destacaram-se pela retração do respetivo universo de empresas e de emprego.

Atendendo ao peso histórico – e também atual – da atividade industrial na economia local, reconhecida originalmente no âmbito do III Plano de Fomento (1968-1973) e nos estudos preparatórios do Plano seguinte (nunca implementado devido à mudança de regime político operada em 1974) por via da afirmação do triângulo Abrantes-Tomar-Torres Novas como um polo de desenvolvimento industrial alternativo à metrópole lisboeta, estudou-se também a sua estrutura em função dos fatores-chave de competitividade  que lhe estão subjacentes.

De acordo com esta lógica, constata-se facilmente que a estrutura produtiva de Abrantes assenta fundamentalmente em Indústrias de Economia de Escala (em grande medida protagonizadas pela indústria automóvel e, em particular, pela Mitsubishi e pela Foundation Brakes Portugal) e de Diferenciação do Produto (com destaque para a atividade da Silicalia, bem como das empresas do setor metalúrgico e metalomecânico), as quais asseguram conjuntamente 92% do volume de negócios, 87% do valor acrescentado bruto e 72% do emprego gerados pelas atividades industriais. Ao contrário do que sucede a nível nacional e sub-regional, são pouco expressivas as Indústrias de Forte Intensidade em Recursos Naturais (exceto em termos de emprego, por força da relevância das indústrias alimentares) e em Mão-de-Obra, sendo praticamente nulo o contributo das Indústrias de Forte Intensidade em I&D (a exemplo do que acontece no Médio Tejo).

* Fonte: Diagnóstico Estratégico - Plano Estratégico de Abrantes - ABRANTES@2020, de outubro de 2012.

 

Para além da indústria, e por se tratar de um setor ao qual o Município tem vindo a atribuir uma crescente relevância, efetuou-se também uma análise mais específica em relação ao turismo e, em particular, aos dados da atividade hoteleira, os quais foram recolhidos no site do INE.

 

Indicadores-Chave da Atividade Hoteleira no Concelho de Abrantes (2013)

* Fonte: Instituto Nacional de Estatística


Neste sítio são utilizados cookies de forma a melhorar o desenpenho e a experiência do utilizador. Ao navegar no nosso sítio estará a concordar com a sua utilização. Para saber mais sobre cookies, consulte a nossa politica de privacidade.