Reordenamento da Rede Escolar

A Escola 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) de Carvalhal vai manter-se em funcionamento no próximo ano-letivo, 2018/19, de acordo com a proposta de reordenamento e do reajustamento da Rede Escolar, no concelho de Abrantes. Pese embora se preveja que menos de 10 alunos frequentem esta escola, a Câmara de Abrantes solicitou junto da direção regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo uma autorização excecional para a sua manutenção. Os argumentos apresentados prendem-se com os seguintes factos: a não existência de nenhum outro estabelecimento escolar, sendo que o mais próximo se situa a cerca de 15 km; a escola recebe crianças de toda a zona norte do concelho, sendo organizados transportes, a cargo do município, para esse efeito.
Relativamente às escolas do 1º CEB, será encerrada a escola básica de Concavada. Os 4 alunos que frequentam este estabelecimento serão reintegrados na Escola Básica de Alvega.
No que respeita à Edução Pré-escolar, serão encerrados o Jardim de Infância (JI) de Concavada e o JI de Arreciadas.
No caso do JI de Concavada, as menos de 6 crianças terão como escola de acolhimento a Escola Básica de Alvega. Uma vez que deixará de existir 1º ciclo, considerou-se que as crianças do pré-escolar beneficiarão com esta mudança, pois poderão contactar, no mesmo espaço físico, com crianças de outros níveis de ensino e usufruir de outras atividades enriquecedoras e de aprendizagem e de uma maior partilha de experiências e de um maior desenvolvimento cognitivo, pessoal e social. Durante o período de férias escolares, a Escola Básica de Alvega será alvo de obras de melhoramento. A CMA tem em curso um procedimento para aquisição de serviços para elaboração dos projetos de arquitetura e especialidades, com vista a uma intervenção de fundo neste estabelecimento escolar que irá candidatar a fundos comunitários.
Já em relação ao JI de Arreciadas, a escola de acolhimento das crianças será o J.I. na E.B. de Rossio ao Sul do Tejo que oferece boas condições de edifício e a oferta de serviços e de equipamentos materiais que melhor respondem às necessidades das crianças. O J.I. de Arreciadas tem atualmente um número reduzido de crianças (seis), não se prevendo o seu aumento. Para além disso, o edifício onde o mesmo funciona carece de algumas obras de melhoramento, que não se justificam, tendo em conta o facto de haver bem perto outro J.I. com melhores condições. A demais, o seu encerramento estava previsto no âmbito da Carta Educativa em vigor, tendo em conta a previsão da diminuição do número de crianças inscritas.
O Conselho Municipal de Educação (CME) analisou e pronunciou-se favorável à proposta de reordenamento e do reajustamento da Rede Escolar. Na reunião de Câmara realizada ontem, dia 26 de junho, o Executivo Municipal deliberou, por maioria, com o voto contra do BE, concordar com o parecer.
A vereadora da Educação, Celeste Simão, reuniu com os pais dos alunos das referidas escolas no sentido de informar sobre a intenção de encerramento dos estabelecimentos e a cerca das condições que a Câmara vai garantir em matéria de transportes e refeições.


Melhor Museu Português do Ano

O elemento que premeia o Melhor Museu Português do Ano - Um conjunto de 4 esculturas em vidro, pedra talhada e azulejos do século XVIII, da autoria do artista plástico Fernando Quintas -, chegou ao Museu Metalúrgica Duarte Ferreira, no Tramagal, no dia 23 de junho.
O momento que simbolizou a entrega do troféu da Associação Portuguesa de Museologia foi presenciado por muitos tramagalenses, eleitos locais, empresários, entidades civis e militares e da neta do fundador do império MDF. Visivelmente emocionada, Maria Helena Duarte Ferreira, expressou sentir-se “muito honrada” por ser descendente do Comendador Eduardo Duarte Ferreira, “um homem diferente”, concluindo, “essa diferença foi hoje recompensada de outra maneira”.
Com um percurso profissional sempre ligado à MDF, atualmente a presidir ao conselho de administração do Grupo Diorama, com sede em Tramagal em instalações da antiga metalúrgica, Joaquim Dias Amaro afirmou que “Um museu é também, pelas suas características e natureza, mobilizador do empreendedorismo”, numa referencia à escola Octávio Duarte Ferreira no quadro dos cursos de formação profissional em contexto de trabalho nas empresas locais, Mitsubishi e Futrimetal.
O Museu Metalúrgica Duarte Ferreira, inaugurado no 1º de Maio de 2017, conta uma história com mais de um século, desde o dia em que Eduardo Duarte Ferreira ergueu a primeira forja, em 1879, passando pelos anos do império metalúrgico e a data da extinção, em 1997. O projeto de instalação do museu resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Abrantes, da Junta de Freguesia de Tramagal e do Grupo Diorama, que cedeu as instalações, contando com espaços expositivos e documentais.
O projeto do museu do Tramagal foi ainda distinguido com uma menção honrosa na categoria “Investigação”, pelo trabalho coordenado pela jornalista Patrícia Fonseca e publicado no livro “1879-1997 – Metalúrgica Duarte Ferreira, uma história em constante metamorfose”.
“Este Museu não poderá parar. Terá sempre que evoluir”, referiu o presidente da Junta de Freguesia, Vitor Hugo Cardoso. Respondeu Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes: “Este prémio é um estimulo à nossa identidade. Responsabiliza-nos e compromete-nos com o nosso futuro, por isso assumimos o compromisso de continuar a estudar a arqueologia industrial”. A autarca reafirmou a estratégia para integrar este equipamento na rede concelhia de museus para atrair mais turistas a nível regional e nacional e “para acrescentar mais valor à economia local”.
O prémio deu uma visibilidade acrescida ao Museu. Desde o anúncio do prémio que o nº de visitas aumentou exponencialmente. Para o mês de julho já estão agendadas 2.200 visitas.
O Museu Metalúrgica Duarte Ferreira abre de quarta-feira a domingo, entre as 14h30 e as 19h00, para o público em geral, e nas manhãs de quarta-feira a sexta-feira, para visitas guiadas e serviços educativos. As marcações devem ser efetuadas para: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.


Cáritas entregou casa reconstruída

Está concluída a reconstrução da casa de primeira habitação consumida pelas chamas durante o grande incêndio ocorrido em agosto de 2017, em Aldeia do Mato.
A Cáritas Diocesana de Portalegre-Castelo Branco, que de imediato assumiu a responsabilidade da reconstrução, entregou à família desalojada, constituída por 5 pessoas, a chave da habitação reconstruída e melhorada, no dia 23 de junho.
A Câmara Municipal de Abrantes participou no processo, tendo sido responsável pela elaboração do projeto de arquitetura e especialidades, pela elaboração do procedimento de lançamento de empreitada e pela fiscalização da obra. Os Serviços Municipalizados asseguraram as ligações à rede de água e saneamento. A Junta de Freguesia de Aldeia do Mato Souto e a Fábrica da Igreja também colaboraram no processo. A obra foi entregue a uma empresa local, Louro Brunheta e Filhos, com sede em Sentieiras, Fontes.
Presente esteve o Bispo da Diocese, Antonino Dias, tendo manifestado “alegria” pelo momento proporcionado “com a colaboração de muitos”.
Já o Presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre - Castelo Branco agradeceu a colaboração da Câmara e destacou o papel do pároco local, Pedro Tropa. A Fábrica da Igreja acolheu de imediato a família desalojada que ali viveu temporariamente. “O grande obreiro”, referiu Elicídio Bilé.
Na entrega das chaves da habitação à família estiveram também presentes os vereadores João Gomes e Manuel Valamatos, o presidente da Junta de Aldeia do Mato e Souto, Álvaro Paulino, os responsáveis da empresa construtora e o Padre Carlos Almeida.
Uma outra primeira habitação parcialmente atingida pelo grande incêndio de 2017, também localizada em Aldeia do Mato, foi igualmente reconstruída pela Cáritas Diocesana e entregue à sua proprietária em abril último. Nas duas obras, o investimento da Cáritas foi de 150 mil euros.
Maria do Céu Albuquerque agradeceu à Cáritas e à Fábrica da Igreja pela pronta resposta e articulação com a autarquia para encontrar a melhor resposta para a situação das famílias em causa. A autarca lembrou que a disponibilidade da Cáritas para esta e outras intervenções só foi possível “graças à generosidade do povo português que confiou na Cáritas os donativos de uma campanha nacional”. “Ficou patente que o dinheiro é bem gasto para servir as pessoas”, salientou a presidente da Câmara de Abrantes.


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